Direito do Comum

Sobre

Não nos faltam motivos quando uma ventania de afetos e desejo de mudança atravessa o mundo, em Tahrir, na Espanha, em Jirau, na Avenida Paulista, para varrer as ilusões do fim da história. As lutas são locais no choque de forças, mas globais na proliferação intensiva de afetos e desejos. A história se faz a olhos vivos e inspira uma geração nascida sob o signo da apatia e da descrença.

A classe trabalhadora hoje não se compõe somente pelos empregados formais assalariados, mas também os informais, os precários, os universitários, os camelôs, os sem tetos, os sem terras, os midialivristas, o trabalho doméstico e, em geral, os produtores de cultura, conhecimento, afetos e informação:

Por isso, exprimindo o comum dessas lutas tão diferentes e ao mesmo tempo tão próximas, marchamos e lutamos para construir.

1. Direito à ocupação intensiva dos espaços públicos, de ruas, praças e da rede, para expressão, criação e compartilhamento livres.

2. Direito à renda universal e ao trabalho livre e colaborativo, e condições concretas para o exercício da liberdade, mesmo fora do emprego formal.

3. Direito não somente ao acesso, como também à produção de mídia e cultura,em rede, e a livre manifestação de defender a legalização de qualquer substância.

4. Direito à mobilidade na metrópole, a transportes públicos totalmente gratuitos, à imigração livre e desimpedida, à constituição de territórios produtivos pela cidade, à invenção e reinvenção da cidade como processo social.

5. Direito à educação fundamental, média e superior, numa concepção aberta e transdisciplinar de conhecimento e comunicação, com garantia de cotas sociais e raciais na universidade.

6. Direito à participação direta na gestão comum dos bens, recursos, orçamentos e serviços públicos, do meio-ambiente e da geração energética.

7. Direito de criar direitos novos, formulá-los, afirmá-los e resistir com eles, numa autovalorização e autoprodução internas às forças sociais do trabalho — apesar, além ou contra o poder e direito constituídos e contra a exploração do trabalho.

Grupo “DIREITO DO COMUM” – direitodocomum[at]gmail[.]com

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